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As autoridades sanitárias na província Angolana da Huíla estão preocupadas com o elevado número de mortes que se registam em crianças e adultos por intoxicação com medicamentos tradicionais. A diretora clínica de pediatria do Lubango, Mariana Miguel, disse que diariamente aquela unidade hospitalar regista casos de intoxicação por tratamentos com medicamentos tradicionais, que regra geral terminam em mortes. "Quando eles vão para o hospital, já chegam muitas vezes em quadro de abdómen estendido, olhos amarelos, por uso de folhas para tratamento de diarreias e de outras doenças", disse a responsável sem avançar números. Por sua vez, o diretor-geral da maternidade da Huíla, Flávio Hilário, disse que são recebidos com grande frequência casos de hepatites tóxicas, derivadas da mesma causa.
 

O Governo Angolano declarou o fim da epidemia de febre-amarela, que Angola enfrentou de dezembro de 2015 até junho deste ano, com 884 casos confirmados laboratorialmente de um total de 4.436 casos suspeitos e 381 óbitos. A declaração foi feita em conferência de imprensa pelo Ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo. O Ministro realçou que Angola enfrentou uma das maiores epidemias de febre-amarela urbana registadas em África , que comprometeu a saúde de milhares de pessoas e sobrecarregou o serviço nacional de saúde.

A Província de Luanda ativou o sistema provincial de alerta para o eventual surgimento de casos de cólera, revelaram hoje as autoridades sanitárias da capital angolana. "Luanda não tem nenhum casp confirmado de cólera, estamos a trabalhar do ponto de vista de vigilância epidemiológica no acompanhamento e rastreio de todos os casos de diarreia, tivemos quatro casos suspeitos", disse, em declarações à agência Lusa, a chefe de departamento provincial de Saúde Pública, Regina António. A responsável acrescentou que esses casos suspeitos, após análise laboratorial, resultaram negativos. Contudo, foram reativadas as unidades de tratamento de cólera e neste momento decorre a preparação da logística, um cenário que decorre de surtos da doença detetados noutros pontos do país.