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"Indústria farmacêutica tem óptimas condições"

Angola tem condições para a instalação de uma indústria farmacêutica forte, capaz de servir de plataforma para outros países da região e do continente, afirmou, recentemente, em Luanda, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Masseca.

 

Os investimentos feitos pelo Governo durante os últimos anos em varias áreas, entre as quais a dos transportes, oferecem condições para isso, disse o secretário de Estado.

 

Alberto Masseca, que intervinha numa conferência sobre a Segunda Semana da Farmácia Angolana, disse serem indiscutíveis os progressos alcançados no país na área da Saúde, depois de muitos anos de guerra.

 

Até 1975, o país tinha apenas cinco farmacêuticos, mas hoje o sector emprega 530 farmacêuticos, 631 técnicos de farmácia e 787 auxiliares de farmácia, sublinhou o secretário de Estado da Saúde.

 

“Se associarmos isso a outros esforços que estão a ser feitos no domínio da formação de profissionais de Saúde, facilmente se conclui que o país está a criar capacidades para dar resposta às suas necessidades farmacêuticas”, disse.

 

Alberto Masseca pediu aos empresários do sector, nacionais e estrangeiros, uma maior acutilância no aproveitamento das oportunidades disponíveis em Angola, sublinhando que os investimentos das autoridades colocaram o país em altos patamares socioeconómicos.

 

As leis que regulam o investimento privado no país, disse o secretário de Estado da Saúde, favorecem o surgimento de uma classe empresarial forte na área farmacêutica, capaz de dar resposta às necessidades dos angolanos e não só.

 

A Ordem dos Farmacêutico de Angola é um parceiro forte do Ministério da Saúde, que muito tem contribuído para a formação de profissionais de saúde e para o fortalecimento do Sistema Nacional da Saúde, reconheceu Alberto Masseca.

 

Angola e a Coreia do Sul assinam, em Luanda, um memorando de cooperação, que prevê a formação de farmacêuticos angolanos naquele país asiático.

 

Carlos Alberto Masseca considera que o acordo abre novas oportunidades no quadro do desenvolvimento do país, particularmente no sector da Saúde.

 

“A questão do financiamento do sistema de Saúde é um elemento que temos de aprender com a Coreia do Sul”, sublinhou Carlos Alberto Masseca. “Acredito que temos uma margem muito grande de cooperação com a Coreia do Sul, um produtor importante de dispositivos médicos, com quem podemos cooperar e formar quadros em Ciências Farmacêuticas”, salientou.

 

A Segunda Semana da Farmácia Angolana foi uma iniciativa da Ordem dos Farmacêuticos de Angola. O evento juntou toda a classe farmacêutica do país e convidados de países de língua portuguesa.

 

As empresas do sector expuseram diversos produtos farmacêuticos no Centro de Convenções de Talatona, onde decorreu a Segunda Semana da Farmácia Angolana.