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Doença do sono a caminho da erradicação

A Tripanossomíase ou doença do sono está a caminho de ser erradicada de Angola, a julgar pelo número de casos registados nos últimos anos (100) contra os oito mil notificados nos anos anteriores.

 

O facto foi anunciado pelo director-geral do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), Josenando Teófilo, quando, em representação do ministro da Saúde, procedia a abertura da Conferência Científica sobre o Peso das Doenças Parasitárias Tropicais.

 

O director-geral do ICCT afirmou que os esforços do Executivo angolano, em termos técnicos e financeiros, e a dedicação dos funcionários do instituto, está a tornar possível trilhar a rampa de erradicação da doença do sono.

 

“Angola, hoje, ocupa um lugar privilegiado no ranking do peso da doença do sono com relação aos outros países africanos, saindo do segundo país mais afectado em África para o quinto lugar devido ao trabalho do ICCT”, sublinhou.

 

Sublinhou que as novas competências atribuídas ao ICCT à luz do decreto Decreto Presidencial 280/14, de 30 de Setembro, vão permitir a criação de estratégias para melhor gestão, controlo, diagnóstico e tratamento das doenças parasitárias, que somam cerca de 25, muitas das quais encontradas em algumas regiões do país.

 

Acrescentou que as doenças parasitárias, como as provocadas pelas ascaris lombricoides, têm um peso negativo no desenvolvimento mental das crianças durante o ensino, por isso, maior atenção deve ser dada a estas enfermidades.

 

Para Josenando Teófilo, a vontade dos decisores políticos aliada a dos decisores financeiros poderá facilitar a corrida para a erradicação da doença do sono e o controlo de outras enfermidades parasitárias.

 

Por seu turno, o representante em Angola da OMS, Hernando Agudelo, afirmou que grande parte das doenças parasitárias são também negligenciadas e facilmente curáveis.

 

Acrescentou que o Executivo angolano demonstra que está comprometido e que muitas dessas doenças estão ligadas ao consumo de água imprópria e ao saneamento, por isso, a importância de um compromisso multissectorial.

 

Afirmou que o mesmo acontece com a OMS que tem prestado apoio gratuito aos governos, em termos de apoio técnico e medicamentos, para que a África e até mesmo o mundo consiga dar resposta satisfatória às suas populações.

 

A Conferência, orientada pelo professor Loic Favennec, chefe do Laboratório de Parasitologia do centro hospitalar da Universidade Rouen, em França, contau com a presença de peritos ligados à saúde e estudantes de medicina.