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Jovens devem receber mais informação sobre VIH

Os encarregados de educação, bem como os professores devem procurar manter cada vez mais dialogar com os seus filhos e educandos sobre VIH/Sida, baseada em evidências, por formas a informá-los sobre os riscos e métodos preventivos desta patologia que tem assolado muitas famílias, defendeu hoje, quinta-feira, em Luanda, a psicóloga Efigénia de Sousa.

 

Em declarações à Angop sobre a “importância do diálogo com as crianças sobre o VIH”, a responsável considerou que o Ministério de Educação deve criar uma abordagem mais tranquila e fluída sobre sexo na juventude para que eles não minimizem a importância da prevenção.

 

De acordo com a psicóloga, alguns dados demonstram que a faixa etária que mais contrai a doença é dos 15 aos 24 o que chama a atenção para o reforço do trabalho preventivo.

 

“O nosso país tem o privilégio de viver uma epidemia estável desde o período em que ela começou a ser monitorada, pois Zero é a meta, por isso deve haver o engajamento de todos“, reforçou.

 

Para Efigénia de Sousa, as crianças têm um grande senso de responsabilidade e capacidade de aprendizagem, o que faz com elas cheguem a puberdade com grandes conhecimentos sobre algumas patologias sexualmente transmissíveis.

 

Avançou ainda que esta patologia tem limitado muitos jovens em contribuir para o desenvolvimento da sociedade, dado as consequências que ela acarreta.

 

Segundo dados da ONUSIDA, até à data, cerca de 65 milhões já foram infectadas pelo VIH e a Sida que já causou a morte de mais de 25 milhões de pessoas desde que foi identificada pela primeira vez em 1981.

 

O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) é um lentivírus que está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida uma condição em seres humanos na qual a deterioração progressiva do sistema imunitário propicia o desenvolvimento de infecções oportunistas e cancros potencialmente mortais.

 

A infecção com o VIH tem origem na transferência de sangue, sémen, lubrificação vaginal, fluído pré-ejaculatório ou leite materno, presente nestes fluidos corporais, tanto na forma de partículas livres como em células imunitárias infectadas.

 

As principais vias de transmissão são as relações sexuais desprotegidas, a partilha de seringas contaminadas, e a transmissão entre mãe e filho durante a gravidez ou amamentação. Em países desenvolvidos, a monitorização do sangue em transfusões praticamente eliminou o risco de transmissão por esta via