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Angola quer acabar com a raiva até 2030 e faz nova campanha de vacinação em Luanda

As autoridades de saúde angolanas traçaram hoje o objetivo de acabar com a raiva no país até 2030, iniciando hoje, em Luanda, mais uma campanha de vacinação de cerca de 260 cães, gatos e macacos em todo a província.

A campanha arrancou no município de Cacuaco, zona norte da província de Luanda, considerada uma das áreas mais afetadas da capital angolana, com a previsão de vacinação local de 36.000 animais.

Foram disponibilizadas 300.000 doses de vacina para esta campanha, que se estende até ao dia 20 de fevereiro, conforme disse à imprensa, o chefe de Instituto dos Serviços de Veterinária de Luanda, Edgar Dombolo.

"Na província são 272 brigadas [com técnicos para assegurar a vacinação] e aqui no município temos 36 brigadas. Começamos aqui, em Cacuaco, por ser o município mais afetado em 2016 ", disse o responsável.

A raiva é uma doença 100% prevenível e embora seja de origem animal o maior impacto tem sido nos humanos, devido às mordeduras. A capital angolana enfrentou em 2016 um surto de raiva, que até ao início de dezembro tinha já provocado 91 óbitos, segundo dados obtidos pela Lusa junto das autoridades sanitárias.

"Por isso é que decorre a campanha, com o objetivo que até 2030 possamos um país livre da raiva segundo metas internacionais ", acrescentou.

Para os animais vadios, Edgar Dombolo assegurou que os Serviços de Veterinária têm disponíveis viaturas e equipamentos para realizar a captura.

A campanha de vacinação contra a raiva arrancou hoje em Cacuaco e decorre localmente até ao dia 24 de janeiro.

De 27 a 31 de janeiro a mesma terá lugar nos municípios de Belas, Cazenga e Viana. De 3 a 7 de fevereiro acontece no município de Luanda, de 10 a 14 de fevereiro no município do Icolo e Bengo e de 17 a 20 de fevereiro no município da Quiçama.

Devido às dificuldades financeiras que Angola atravessa têm surgido relatos de falta de vacina antirrábica, para as campanhas regulares de vacinação, um pouco por todo o país.