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Missão da OMS em Angola para ajudar país a certificar erradicação da dranculose

O coordenador do Programa Mundial de Erradicação da Dranculose da Organização Mundial de Saúde (OMS) iniciou hoje uma visita de trabalho a Angola, para ajudar no processo de certificação de erradicação da doença no país.
Angola é conhecida pela OMS como um dos países sem história de dranculose, doença dolorosa e debilitante, transmitida exclusivamente por ingestão de água estagnada de lagos, charcos e poços abertos, contaminados com pulgas portadoras de larvas infecciosas do "verme da Guiné", que na maturidade atingem um metro de comprimento e emergem da pele da pessoa infetada.
De acordo com o programa de visita, Dieudonné Sankara tem previsto para hoje um encontro com o ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo, agências das Nações Unidas no país e uma sessão de trabalho com a equipa técnica das Doenças Tropicais Negligenciadas.
Uma nota de imprensa da OMS enviada hoje à agência Lusa refere que a deslocação da missão ao país tem como objetivo apoiar Angola na execução de atividades para a recolha de evidências que possam confirmar ou não eventuais casos de transmissão desta doença e emitir uma certificação de "País livre da Dranculose".
Durante a visita, cujos trabalhos terminam na sexta-feira, a missão vai ainda manter contactos com instituições de ensino e investigação científica, organizações não-governamentais e parceiros de saúde, estando prevista uma deslocação à província do Bengo.
A agenda de trabalhos termina na sexta-feira, estando o regresso marcado para domingo.
A dranculose é uma doença não mortífera, mas cerca de dez a 14 meses após a infeção, forma-se um edema extremamente doloroso em qualquer parte do corpo, mas na maioria das vezes na parte inferior da perna, emergindo da pele um ou mais vermes, centímetro a centímetro, causando uma sensação de queimadura e uma dor insuportável.
A pessoa infetada fica incapacitada durante vários meses, não havendo medicamento para cura dessa doença nem vacina para prevenção.
A OMS recomenda na sua estratégia de prevenção, a realização de campanhas de educação para a saúde, deteção precoce de casos, acesso à água potável e tratamento da água contaminada nos rios, utilização de filtros de pano, vigilância epidemiológica e a deteção e resposta rápida para conter cada caso da doença.
Em 2015, o Ministério da Saúde angolano deu início a uma pesquisa de doenças tropicais negligenciadas no país, entre as quais a dranculose, que envolveu um grupo de 60 técnicos formados pela OMS, com vista à eliminação da doença.