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OMS descarta novos casos de febre-amarela em Angola

A Organização Mundial de Saúde (OMS) descartou todos os quatro casos de febre-amarela em Angola laboratorialmente positivos em setembro, que estavam em investigação, pelo que desde 23 de junho que o país não apresente novos casos confirmados.
De acordo com o mais recente relatório daquela organização das Nações Unidas, consultado hoje pela Lusa, já foram registados em Angola, desde o início da epidemia, a 05 de dezembro, e até 23 de setembro, um total de 4.143 casos suspeitos de febre-amarela.
O último caso confirmado oficialmente, com análises laboratoriais, em Angola, remontava a junho, mas permanecia em curso a investigação ao último dos quatro casos positivos (em laboratório e não apenas por sintomas como as situações suspeitas) detetados no início de setembro.
Tal como os restantes, a OMS vem agora referir tratar-se de um cidadão com historial de vacinação recente contra a doença, pelo que também descartou este caso como novo positivo.
"O último caso confirmado teve início dos sintomas a 23 de junho", conclui a OMS.
Segundo a OMS, até 22 de setembro foram confirmados laboratorialmente 884 casos de febre-amarela, havendo registo de 373 mortes suspeitas (em 4.143 casos também suspeitos), representando uma taxa de mortalidade da doença de 9%.
Desde o início da epidemia em Angola já foram reportados casos em todas as 18 províncias do país e casos de transmissão local da febre-amarela em 12 províncias.
A transmissão da doença é feita pela picada do mosquito (infetado) "aedes aegypti", que, segundo a OMS, no início desta epidemia estava presente em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas, município em que se registaram os primeiros casos.
Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana entre 2015 e 2016.
A epidemia alastrou para a vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), com 2.810 casos suspeitos, em todas as 26 províncias do país, entre 01 de janeiro e 27 de setembro. No total, a OMS refere que foram laboratorialmente confirmados, neste período, 76 casos, dos quais pelo menos 57 comprovadamente importados de Angola. 
A epidemia já matou 120 pessoas - casos suspeitos - na RDCongo, ainda segundo a OMS. 
Em conjunto com a OMS, as autoridades de saúde dos dois países ainda têm em curso campanhas de vacinação contra a doença.