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Medicamentos importados por Angola começaram a chegar ao país

Os medicamentos que o Ministério da Saúde importou de emergência em Abril começaram a chegar a Angola e a sua distribuição já se verifica há duas semanas, depois de uma ruptura de armazenamento, garantiu o Governo. A informação foi avançada pela secretária de Estado da Saúde, Constantina Furtado, em conferência de imprensa.

 

A governante disse que a recepção de medicamentos vai na terceira semana, e à medida que chegam estão a ser distribuídos pelas unidades hospitalares de Luanda e do resto do país. Constantina Furtado referiu que os medicamentos estão a chegar dentro do financiamento que houve em abril, decorrendo reuniões ainda com os importadores e o Banco Nacional de Angola. "Estamos através dos importadores a fazer cobertura de todo o país, quer o setor público quer o setor privado, para a alocação de mais medicamentos e de mais dispositivos médicos no país", realçou.

 

Segundo a secretária de Estado da Saúde, o processo de aquisição e chegada ao país leva algum tempo, "por isso é que aquilo que foi importado no mês de abril, maio, só está a chegar agora". Acrescentou que o esforço visa controlar a situação de défice de medicamentos que o país enfrentou este ano, fazendo com que haja "o mínimo de ruturas possível".

 

O "Programa de Emergência" lançado no final de abril pelo Ministério da Saúde angolano para importar medicamentos e material clínico, face aos surtos de febre-amarela e malária no país, custou cerca de 33 milhões de euros.

 

Um despacho presidencial, de final de junho, aprovou a abertura de um contrato de crédito entre o Estado e o Banco Angolano de Investimentos (BAI), destinado à "importação de medicamentos, equipamento hospitalar e pagamento de despesas alfandegárias".


Angola vive uma profunda crise financeira, económica e cambial desde final de 2014, decorrente da forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo, o que levou à implementação de várias medidas de austeridade no setor público, atingindo também a Saúde.